Como identificar a depressão em idosos ?

Incidência de depressão em idosos

A depressão em idosos não deve ser considerado um evento normal do envelhecimento. Estudos nos Estados Unidos mostram que a depressão em idosos é subdiagnosticada e subtratada. Tal condição está associada a aumento de
comorbidades, piora de funcionalidade e da qualidade de vida, aumento de custos com gastos médicos e internações e, por fim, risco de morte.

Tanto a farmacoterapia quanto a psicoterapia podem beneficiar os pacientes. A incidência é de aproximadamente 5% mas pode chegar até 30% quando associado a outras doenças crônicas como as cardíacas, câncer e derrame.

Quais os fatores de risco para a depressão nos idosos?

A depressão nos idosso apresenta maior incidência em pacientes com:

✓ Sexo feminino

✓ Isolamento social

✓ Viúvos ou divorciados

✓ Doenças crônicas associadas

✓ Dor recorrente

✓ Distúrbios do sono

✓ Deficiência cognitiva

Diagnóstico de depressão no idoso

O diagnóstico da depressão no idoso geralmente é feito com a ajuda de especialistas que aplicam testes de comportamento que avaliam a possibilidade de depressão menor ou maior. Tratam-se de questionários específicos para detectar estes acometimentos.

Tratamento da depressão no idoso

O tratamento da depressão no idoso deve ser feito por profissionais especializados. O mais eficaz é a junção da psicoterapia e terapia somática (medicação ou eletroconvulsoterapia em casos específicos).

Análise combinada de 89 estudos mostrou que os resultados de psicoterapia e terapia somática são equivalentes sendo a utilização de ambos sinérgica da recuperação do paciente.

Medidas comportamentais como exercício físico, uso de luz branca no ambiente, atividades colaborativas e suporte familiar são importantes para otimizar o tratamento.

Dr. Andre Feldman

Médico Clínico e Cardiologista Sociedade Brasileira Cardiologia
Doutorado em Ciências Médicas pela USP

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